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BRASIL PERDE DR. ENÉAS CARNEIRO

O deputado Enéas Carneiro (PR-SP) faleceu na tarde deste domingo, 06 de maio, vítima de leucemia. O parlamentar será cremado nesta segunda-feira, 07, no Rio de Janeiro.

"Enéas Carneiro, explosivo, contestador, polêmico foi um mestre da conciliação. Fundamos juntos o Partido da República e tive o privilégio de conhecer de perto sua marcante personalidade. Enéas Carneiro era um homem público acima dos pequenos interesses, superior a questões imediatas e permanentemente ligado às decisões de Estado. Enéas foi um homem íntegro e teve, na vida pública, uma passagem fulgurante o que sempre lhe valeu expressivas votações." , definiu o presidente nacional do PR, Sérgio Tamer.

Enéas Ferreira Carneiro nasceu a 5 de novembro de 1938, em Rio Branco, Acre. Registrado em Belém, Pará. Profissão do pai: barbeiro. Profissão da mãe: dona de casa.

Curso Primário no Grupo Escolar Vinte e Quatro de Janeiro, em Rio Branco, Acre, primeiro lugar em todas as séries.

Curso Ginasial no Colégio Estadual Paes de Carvalho, em Belém do Pará. Primeiro lugar no exame de admissão e em todas as séries.

Curso Científico no mesmo Colégio.

Durante todo esse tempo, dos 9 aos 18 anos, sempre trabalhou para manter-se e à sua mãe, já viúva. Dada a impossibilidade de estudar Medicina, por trabalhar em horário integral, decidiu fazer carreira militar, com a esperança de mais tarde poder continuar a estudar.

Prestou concurso para a Escola de Saúde do Exército e foi o único candidato aprovado em Belém, Pará.

Chegou ao Rio de Janeiro em fevereiro de 1958 e cursou, dessa data até dezembro de 1959, a Escola de Saúde do Exército, saindo graduado 3º Sargento Auxiliar de Anestesia. Primeiro lugar de sua turma. Em fevereiro de 1960 prestou exame vestibular para a Faculdade Fluminense de Medicina e Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Concorreram à Fluminense 755 candidatos. Passaram apenas 5. Obteve o primeiro lugar.

Ainda em 1962 iniciou sua atividade como professor, preparando alunos para o vestibular de Física e Engenharia.

Em 1965 recebeu o diploma de Médico pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e pediu baixa do Exército, após 8 anos de serviço ativo, no Hospital Central do Exército. Realizou mais de 5.000 anestesias. Já havia recebido a medalha Marechal Hermes.

Desenvolveu atividades didáticas, ensinando em curso preparatório pré-médico como professor de Física de 1965 a 1968. Em 1968 diplomou-se em Física e fundou o Curso Gradiente, pré-universitário, do qual foi Diretor-Presidente e onde lecionou Física, Química, Matemática, Biologia e Português.

Em 1969 fez o Curso de Especialização em Cardiologia na 6ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro - Serviço do Professor Nelson Botelho Reis e, a partir daí, integrado como Assistente naquele Serviço de Cardiologia.

De 1973 a 1975 fez o Mestrado em Cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse período ensinou Fisiologia e Semiologia Cardiovascular na UFRJ.


Dr. Enéas na Convenção do Partido da República e o Presidente do PR Sérgio Tamer
Em 1975 teve início o curso "O Eletrocardiograma" no Rio de Janeiro. Primeira turma de 30 alunos. Em 1976 defendeu tese sobre "Alentecimento da Condução AV" e recebeu o título de Mestre em Cardiologia pela UFRJ.

Ainda em 1976 escreveu o livro "O Eletrocardiograma", que é referencia no gênero.

Em 1977 foi contratado pelo CTI da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro - Serviço do Professor Júlio Polisuk.

Em 1980 foi aprovado em concurso público federal do DASP - médico do Ministério da Saúde e do INAMPS. Ainda em 1980 foi contratado como professor de Fisiologia Cardiovascular e de Físico-Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Também em 1980 foi contratado como professor de Bioquímica do Curso de Pós-Graduação em Terapia Intensiva da PUC-RJ.

Em 1982 fundou o Centro de Avaliação Cardiológica - Serviço de Ergometria, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Em 1983 o Curso "O Eletrocardiograma" teve início em São Paulo.

Em 1985 ministrou um curso de Português para professores de Português, candidatos a concurso público do Estado, nas Faculdades Integradas Moacyr Bastos, em Campo Grande, Rio de Janeiro.

Ainda em 1985 realizou o Curso "O Eletrocardiograma" em Quito, Equador, recebendo o título de Membro Honorário da Sociedade Equatoriana de Cardiologia.

Em 1986 realizou "O Eletrocardiograma" - 1° Curso Nacional, no Copacabana Palace, com a participação de 302 médicos de todo o Brasil.

Foi Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro no biênio 1986-1988, promovendo a 1ª Campanha contra a Hipertensão Arterial - foram examinadas 6843 pessoas. Promoveu a 1ª Campanha contra o Fumo - 98 escolas, 45.000 estudantes do 2° grau.

Em 1987 lançou o livro "O Eletrocardiograma" - 10 anos depois, com mais de 20.000 exemplares vendidos da 1ª edição.

Foi professor de Eletrocardiografia do Instituto de Pós-Graduação Médica do Rio de Janeiro, de 1979 a 1988.

Pertenceu à Comissão de Julgamento para a concessão de Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia no biênio 1987-1988.

Em 1987 recebeu o título de Cidadão Benemérito da Cidade do Rio de Janeiro pela Câmara Municipal. Nessas últimas décadas ministrou Cursos no Pará, Rio Grande do Sul e Paraná, em Minas Gerais, Rondônia e Goiás, na Paraíba e na Bahia, além dos cursos regulares semestrais com cerca de 1.000 (mil) médicos-alunos por ano, no eixo Rio - São Paulo.

Participou como conferencista, coordenador de debates ou Presidente de mesa em muitos Congressos, Encontros, Colóquios e Jornadas de Cardiologia no País.

No dia 15 de julho de 1989, na sede da ABI, no Rio de Janeiro, o PRONA lançou o seu nome como candidato do Partido à Presidência da República.

Em 1994 foi, pela segunda vez, candidato à Presidência da República. Falando durante 1 minuto e 15 segundos, quatro vezes por semana, tendo contra si toda a imprensa, obteve 4.671.454, quase 5.000.000 de votos, ultrapassando 3 ex-governadores, dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e do Rio de Janeiro, todos sendo figuras de expressão política nacional e dispondo de um tempo médio, cada um deles, de 6 min. para expor suas idéias à população.

Falando durante apenas 30 segundos, três vezes por semana, período de 6 semanas, num tempo total de 9 minutos, em todo o período de propaganda eleitoral em 2002 no Estado de São Paulo e concorrendo com 723 candidatos, obteve a maior votação da História do Brasil em uma eleição para Deputado Federal, com 1.573.642 votos.

Fundou o Partido da República em 2006 quando foi escolhido Vice-Presidente Nacional da Legenda.

Faleceu na tarde deste domingo, 06 de maio, vítima de leucemia.





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